Por que a comunidade paga de Zambelli foi cancelada? Ex-deputada anuncia nova campanha

Zambelli diz que comunidade paga foi cancelada e anuncia nova campanha

Por que a comunidade paga de Zambelli foi cancelada? Ex-deputada anuncia nova campanha. A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou que a comunidade paga criada por ela para receber contribuições foi cancelada pela plataforma responsável pelos pagamentos. A declaração foi divulgada em um vídeo publicado na noite de terça-feira (3), no qual a ex-parlamentar também anunciou uma nova campanha de arrecadação. Segundo Zambelli, as pessoas que haviam se inscrito tiveram os valores devolvidos, e a página passou a indicar que não existiam participantes ativos. A mudança, portanto, interrompeu o modelo de apoio mensal que havia sido apresentado ao público. Embora tenha relatado o cancelamento, ela disse não saber qual foi a justificativa adotada pela empresa. Até o momento, não foram apresentados detalhes independentes sobre a decisão da plataforma.

Zambelli diz que comunidade paga foi cancelada: entenda o caso

A iniciativa anterior previa uma mensalidade de R$ 50 em troca do acesso a conteúdos exclusivos publicados pela ex-deputada. De acordo com o relato feito por ela, todas as inscrições foram encerradas e os pagamentos foram reembolsados. Na prática, isso significa que o formato de contribuição recorrente deixou de funcionar, ao menos por meio daquela página. Zambelli não informou se recebeu uma comunicação formal da empresa, nem se houve apontamento de violação das regras de uso. Por isso, não é possível afirmar que o encerramento tenha ocorrido por uma infração específica ou por uma decisão relacionada ao conteúdo divulgado. O motivo permanece desconhecido com base nas informações apresentadas no vídeo.

A ex-parlamentar também afirmou que já havia utilizado a mesma plataforma em outra ocasião para receber apoio financeiro. Segundo sua versão, o dinheiro obtido naquela campanha foi destinado ao advogado que a representa na Itália, onde ela enfrenta processos relacionados a condenações impostas no Brasil. Ao explicar a situação, Zambelli declarou ter cidadania italiana, mas disse que não consegue trabalhar no país porque precisaria abrir uma conta bancária local. Ela atribuiu essa dificuldade à inclusão de seu nome na lista da Interpol e afirmou que sua defesa atua para retirar o registro. Essa explicação corresponde à versão apresentada pela própria ex-deputada; não foram detalhados no vídeo os procedimentos bancários nem o estágio de eventual pedido perante a organização internacional.

Nova campanha de doações deve cobrir despesas na Itália

Depois do cancelamento da comunidade paga, Zambelli anunciou que pretende receber contribuições por meio de uma nova campanha. Conforme explicou, os recursos serão usados para custear despesas pessoais enquanto permanece na Itália. A ex-deputada afirmou que não sente constrangimento em pedir ajuda e declarou estar disposta a trabalhar, mencionando experiências profissionais anteriores, inclusive em serviços de limpeza. A fala procura apresentar a arrecadação como uma forma de manter suas despesas durante um período em que, segundo ela, existem obstáculos para obter renda no país. Ainda assim, não foram divulgados no relato detalhes sobre a plataforma que será utilizada, a meta financeira, a duração da campanha ou os mecanismos de prestação de contas aos apoiadores.

Situação de Zambelli na Itália envolve dois pedidos de extradição

A situação de Zambelli na Itália está ligada a dois processos de extradição relacionados a condenações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em maio, ela foi colocada em liberdade depois de permanecer quase dez meses presa no país europeu. Naquele momento, a Justiça italiana havia rejeitado o pedido brasileiro de extradição referente ao caso de invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No Brasil, a ex-deputada foi condenada pelo STF a dez anos de prisão por esse episódio. É importante distinguir as decisões: a negativa italiana tratou da entrega da ex-parlamentar às autoridades brasileiras, mas não anulou, por si só, a condenação estabelecida pelo Supremo. Assim, os efeitos jurídicos da sentença no Brasil não devem ser confundidos com o resultado do procedimento de extradição no exterior.

Segundo pedido de extradição continua em análise

Além do caso envolvendo os sistemas do CNJ, permanece em andamento um segundo pedido de extradição. Esse procedimento está relacionado à condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O processo tem como referência um episódio ocorrido em São Paulo, em 2022, quando a então parlamentar perseguiu um homem enquanto estava armada. De acordo com as informações divulgadas, a ex-deputada aguarda em liberdade a próxima etapa da análise na Itália. A existência de dois pedidos distintos ajuda a explicar por que a rejeição de uma solicitação não encerrou toda a discussão judicial sobre seu retorno ao Brasil. Cada caso possui fundamentos próprios e precisa ser examinado separadamente pelas autoridades italianas.

A próxima audiência está marcada para 24 de novembro, na Corte de Apelação de Roma, e deverá integrar a análise do segundo pedido apresentado pelo Brasil. Até que haja uma decisão, Zambelli permanece em liberdade na Itália, conforme o cenário descrito na notícia. A audiência será relevante para o andamento do procedimento, mas não permite antecipar qual será o entendimento final da Justiça italiana. Em processos de extradição, as autoridades do país requerido avaliam os requisitos legais e os elementos apresentados antes de decidir sobre a entrega da pessoa solicitada. Portanto, o caso ainda depende de uma definição judicial. Paralelamente, a nova campanha anunciada pela ex-deputada abre outra frente de atenção pública: a forma como os valores serão arrecadados, administrados e destinados às despesas informadas deverá ser acompanhada pelos apoiadores e pela sociedade.

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